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Piloto apontado como chefe de rede de exploração sexual de crianças é detido no aeroporto de Congonhas

De acordo com as informações obtidas pela Agência Brasil, a aeronave estava pronta para decolar quando as autoridades detiveram o piloto.

Por Fan f1 Publicado em 10/02/2026 07:36
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O piloto Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, detido no Aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira, 9, sob suspeita de envolvimento com crimes de pedofilia, pode ser o chefe de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes há oito anos.

De acordo com as informações obtidas pela Agência Brasil, a aeronave estava pronta para decolar quando as autoridades detiveram o piloto. O indivíduo foi removido da aeronave e detido ainda na zona de operações do aeroporto.

A informação foi divulgada pela Polícia Civil de São Paulo durante entrevista coletiva realizada na manhã de hoje.

A polícia já identificou dez vítimas, em sua maioria com idades entre 12 e 13 anos, mas os investigadores acreditam que o número seja muito maior, já que dezenas de outras crianças aparecem em imagens encontradas no celular do piloto.

A ação, batizada de “Apertem os Cintos”, também resultou na prisão de duas mulheres. Uma delas, avó das vítimas, teria negociado o abuso de três netas pelo piloto. A outra é mãe de uma das crianças, que, segundo a investigação, tinha conhecimento dos crimes e colaborava com o suspeito, enviando fotos e vídeos da própria filha.

Segundo Ivana aleixo a delegada responsável, a investigação começou há três meses

“Tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade”, relatou a delegada.

Para ter acesso às vítimas, o suspeito utilizava diferentes estratégias, incluindo o contato direto com mães e avós. Ele deixava claro que tinha interesse específico em crianças e usava eventuais relações com mulheres como forma de se aproximar das menores.

Segundo a polícia, em troca de fotos e vídeos, ele fazia pagamentos que variavam entre R$30 e R$100, além de oferecer ajuda material.