Quais instituições ligadas ao Master já tiveram liquidação decretada pelo BC?
Com a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (Pleno DTVM), decretada pelo Banco Central (BC) na manhã desta quarta-feira, 18, o número de instituições financeiras ligadas ao Banco Master que passaram por esse processo chegou a oito.
Segundo o BC, a liquidação do Pleno foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição”, que inclui deterioração da liquidez, infringência às normas que disciplinam sua atividade e inobservância das determinações da autarquia.
Tanto o Pleno quanto a Pleno DTVM pertenciam a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master. Em maio de 2024, Lima se desligou de todas as funções executivas do banco. Pouco mais de um ano depois, ele foi autorizado pelo BC a assumir o controle societário do Banco Voiter, que fazia parte do conglomerado do Master desde 2024 e estava em processo de desmembramento.
A mudança de gestão foi acompanhada por uma troca de nome: sob o novo controle, o banco passou a se chamar Banco Pleno.
As primeiras liquidações relacionadas ao Master atingiram as principais empresas do conglomerado: Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. As quatro instituições foram liquidadas em 18 de novembro de 2025, um dia após Vorcaro ser preso pela Polícia Federal (PF) ao tentar deixar o País.
Quase dois meses depois, em 15 de janeiro, a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários - anteriormente chamada Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários - também foi liquidada. A empresa teria agido como facilitadora de ilícitos, além de ter violado leis e normas relacionadas a gerenciamento de riscos, compliance e auditoria interna, segundo investigações.
Menos de uma semana depois, foi a vez da Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento - razão social do Will Bank - ser liquidada. No início dos processos envolvendo o Master, a instituição havia sido poupada pelo BC e colocada sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet), diante da avaliação de que poderia contornar seus problemas por haver compradores interessados. No entanto, isso não se concretizou, e a fintech foi liquidada em 21 de janeiro.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou, em nota, que o Pleno tem uma base estimada de 160 mil clientes com depósitos de até R$ 250 mil, que somam aproximadamente R$ 4,9 bilhões.
Segundo apurou o Estadão, esse número deve se somar a outros R$ 53 bilhões cobertos pelo FGC por meio de uma linha de liquidez concedida ao Master em 2025, além dos valores relacionados à liquidação do próprio banco e do Will Bank.
Como o Pleno já não fazia parte do conglomerado do Master, cada investidor poderá ser ressarcido em até R$ 250 mil em cada uma das instituições.
Mais lidas
- 1 PREFEITURA DE ITABAIANINHA OFICIALIZA PROGRAMAÇÃO DO CARNAVAL DO POVO 2026
- 2 Circuito Arrudeio 2026 leva pré-carnaval de rua ao Centro de Aracaju nos dias 6 e 7 de fevereiro
- 3 Flávio Bolsonaro chama Alessandro de candidato da esquerda, mas eleito com votos bolsonaristas.
- 4 Devinho Novaes e Márcia Freire estão entre as atrações do Carnaval de Neópolis. Confira programação
- 5 Homem é baleado dentro de casa durante tentativa de homicídio em Tobias Barreto