Economia

Sergipe vive boom de shoppings: mercado comporta tantos empreendimentos?

Especialistas apontam que um shopping center normalmente leva entre cinco e dez anos para atingir maturidade financeira e consolidar um fluxo constante de consumidores

Por Fan F1 Publicado em 27/05/2026 07:05
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Sergipe atravessa uma expansão inédita no setor de shopping centers. Além dos empreendimentos já consolidados na capital, cidades como Barra dos Coqueiros, Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro e Estância passaram a receber investimentos voltados ao varejo organizado. O avanço dos centros comerciais levanta um debate entre empresários e especialistas: o mercado sergipano consegue sustentar tantos empreendimentos ao mesmo tempo?

Atualmente, o estado reúne operações como o Shopping Jardins, RioMar Aracaju e o Aracaju Parque Shopping na capital sergipana, o Shopping Prêmio em Socorro, o Avelan Shopping em Glória, o Shopping Peixoto em Itabaiana e o o Passeio Guanabara, em Estância.

Recentemente, empreendimentos foram lançados como o Shopping Praia Sul, na região do bairro Aruana, o Centro-Sul Shopping em Lagarto. Na região metropolitana, a Barra dos Coqueiros está construindo o Shopping Barra Park.

Especialistas apontam que um shopping center normalmente leva entre cinco e dez anos para atingir maturidade financeira e consolidar um fluxo constante de consumidores.

“São três fases: inicial, consolidação e maturidade, durando em média de cinco a dez anos para atingir a maturidade plena”

economista Fernando Carvalho.Segundo ele, fatores como localização, renda regional, presença de lojas âncoras e potencial econômico da área de influência são decisivos para o sucesso do empreendimento.

Um dos principais exemplos desse processo é o Aracaju Parque Shopping, inaugurado em 2019 e impactado diretamente pela pandemia poucos meses depois.

O diretor da JR Malls, Josivaldo Ramos, responvável pelo gerencimaneto do Aracaju Parque ShoppingO diretor da JR Malls, Josivaldo Ramos, afirma que o empreendimento ainda atravessa sua fase de consolidação, mesmo apresentando sinais de recuperação operacional.

“O ciclo natural de maturidade de um empreendimento greenfield gira em torno de dez anos, e o Aracaju Parque Shopping está atualmente em seu sexto ano de operação. Mesmo tendo iniciado sua trajetória em um cenário extremamente desafiador, com os impactos da pandemia logo após a inauguração, o empreendimento vem apresentando evolução consistente em indicadores operacionais, fortalecimento do mix e aumento gradual da ocupação”, destacou.

Segundo Josivaldo, a saída de operações consideradas estratégicas afetou diretamente o ritmo de crescimento do shopping. “Naturalmente, a descontinuidade de uma âncora relevante, como a Renner, gera impactos temporários no processo de maturação do empreendimento. Porém, o shopping respondeu de forma positiva, fortalecendo seu mix e mantendo operações importantes”, afirmou.

Ele cita como exemplo o desempenho da Riachuelo, que, segundo a administração, estaria entre as unidades com maior crescimento da rede no país. “O empreendimento conseguiu preservar sua relevância regional e hoje vive um importante processo de reestruturação, fortalecimento operacional e retomada do crescimento”, completou.

Josivaldo Ramos também defende que a localização do empreendimento, na Zona Norte de Aracaju, foi uma aposta acertada.

“O empreendimento está inserido em um eixo de forte desenvolvimento urbano, conectando Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros, atualmente um dos principais vetores de crescimento da região metropolitana. O crescimento populacional, imobiliário e comercial confirma diariamente a assertividade da escolha”, avaliou.

“O empreendimento está inserido em um eixo de forte desenvolvimento urbano, conectando Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros, atualmente um dos principais vetores de crescimento da região metropolitana. O crescimento populacional, imobiliário e comercial confirma diariamente a assertividade da escolha”, avaliou.

A estratégia atual do shopping é ampliar serviços e transformar o empreendimento em um centro multiuso. “O mercado de shopping centers vem evoluindo para um modelo cada vez mais multiuso, no qual o empreendimento deixa de ser apenas um centro de compras para se tornar um polo de convivência, conveniência, lazer e serviços”, explicou.

Entre os novos investimentos anunciados estão clínica oftalmológica, centros de estética, serviços de internet, expansão na área de saúde e até um Auto Shopping voltado para veículos seminovos.