Com Neymar ou sem Neymar, Ancelotti convoca a seleção menos "brasileira" de todos os tempos
Mas, por que temos uma seleção pouco brasileira? Porque está longe de alguns princípios que sempre nortearam o futebol do Brasil. Vejamos:
Às 17h40 de hoje, após os shows de João Gomes, Dilsinho, Ludmila e Samuel Rosa, Carlo Ancelotti anunciará os 26 jogadores – com Neymar? – que tentarão buscar, a partir de 13 de junho, contra Marrocos, o hexacampeonato.
São 24 anos sem título desde o penta de 2002 – o mesmo número de anos separou o tri de 1970 para o tetra de 1994. E, para conquista tão importante, o Brasil vai com a seleção brasileira menos brasileira de todos os tempos.
E não se trata do número de jogadores que atuam no Brasil. Isto é irrelevante, o dinheiro leva nossos jogadores ainda jovens. Desta vez, teremos mais gente que atua no Brasil, por causa do fortalecimento econômico do Flamengo.
Mas, por que temos uma seleção pouco brasileira? Porque está longe de alguns princípios que sempre nortearam o futebol do Brasil. Vejamos:
1) O treinador é italiano
O Brasil é o único país a haver participado de todas as Copas. E, em todas as 22 edições anteriores, o treinador foi brasileiro. Agora, depois de duas Copas com Tite – equilíbrio sem brilho – e dos fracassos do inexplicável Ramón Menezes, de Fernando Diniz e Dorival Jr, a CBF recorreu a Ancelotti, o mais vitorioso treinador da história do futebol.
2) Não temos um craque acima da média
O único jogador da pré-lista que já jogou em alto nível tanto em clubes como na seleção, é Neymar. E Neymar, sabemos, não é mais o mesmo. Vinícius Jr já mereceu ser considerado o melhor do mundo, mas pelo que fez no Real Madrid. Na seleção, continua devendo. Muito.
3) Não temos o 10 clássico
Este não é um problema de agora. Chegamos a jogar no ciclo passado com Casemiro, Fred e Paquetá, talvez o meio campo menos brilhante de há muito. Desta vez, porém, a ausência é mais grave. Quem vai fazer a ligação entre defesa e ataque? São dois blocos muito distantes. Entre os quatro da defesa e os quatro do ataque, temos apenas Casemiro e Bruno Guimarães. Quem fez bem esse papel contra França e Croácia foi Matheus Cunha.
4) Laterais que não apoiam
Quando se fala nisso, o que vem à cabeça são os nomes de Cafu e Roberto Carlos. Mas há muitos outros, como Leandro, Carlos Alberto, Nelinho, Jorginho, Leonardo, Branco, Júnior…
Agora, lamentamos a ausência do beque Eder Militão e temos a confirmação de outro zagueiro – Danilo – como opção para a direita. Ibanez foi testado por ali e logo aviso: “não esperem que eu ataque”.
Wesley é o único que lembra laterais antigos, mas com bem menos brilho.
Do lado esquerdo, Douglas Santos e Alexsandro também são de estilo defensivo. Juba e Kaiki Bruno mudam o figurino, mas não devem estar entre os 26.
Vamos esperar a lista.
O meu palpite é o seguinte:
Goleiros: Alisson, Ederson e Bento
Laterais: Wesley, Alexsandro e Douglas Souza
Zagueiros: Marquinhos, Gabriel Magalhães, Danilo, Bremmer, Thiago Silva e Leo Pereira.
Meio-campistas: Casemiro, Bruno Guimarães, Fabinho, Danilo Santos e Paquetá
Atacantes: Luis Henrique, Matheus Cunha, Raphinha, Vinicius Jr, Endrick, Neymar, Martinelli, Rayan, João Pedro e Igor Thiago.
Talvez ele leve um meiocampista a mais – Andrei Santos – e um atacante a menos – Igor Thiago.
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