Vereador de Barra dos Coqueiros é acusado de capacitismo após fala contra dirigente sindical; entidade emite nota de repúdio
Nota aponta capacitismo e prática antissindical
Uma declaração do vereador Carlinhos de Jatobá (PSB), durante sessão na Câmara Municipal de Barra dos Coqueiros, na última terça-feira, 7, gerou forte repercussão e motivou a emissão de uma nota pública de repúdio por parte do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe.
Durante a fala em plenário, o parlamentar fez ataques diretos à presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Barra dos Coqueiros, Mirlene Andrade, utilizando termos considerados ofensivos e desqualificadores. Em um dos trechos, o vereador chegou a afirmar que a dirigente “não deveria estar representando os professores” e sugeriu que, caso fosse presidente da Casa, impediria sua entrada no local.
As declarações ocorreram no contexto da votação de uma moção de repúdio direcionada ao SINDIBARRA e ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe, em meio a mobilizações de professores municipais por melhores condições salariais e de trabalho.
Nota aponta capacitismo e prática antissindical
Na nota divulgada nesta quinta-feira, 9, o Sindijus classificou a fala como “grave prática de capacitismo”, destacando que o vereador teria adotado postura discriminatória ao se referir à dirigente sindical, que é uma pessoa com nanismo.
Segundo o sindicato, “ridicularizar uma mulher, dirigente sindical e representante legitimamente eleita pelos seus pares, em razão de sua condição física, não é apenas um ato de desrespeito, mas uma agressão à dignidade humana”.
A entidade também criticou o que classificou como práticas antissindicais, apontando a tentativa de restringir o acesso de representantes dos trabalhadores ao Legislativo municipal. Para o Sindijus, a conduta fere princípios democráticos e a liberdade de organização sindical garantida pela Constituição.
Preconceito regional também é citado
Outro ponto destacado na nota é uma fala do vereador que faz menção depreciativa ao município de Itabaianinha. Para o sindicato, a declaração configura preconceito regional, ampliando a gravidade do episódio.
Entidade cobra apuração
O Sindijus manifestou solidariedade à dirigente sindical e à classe trabalhadora sergipana, além de exigir apuração dos fatos e eventual responsabilização pelas declarações.
“O parlamento é, por definição, a Casa do Povo e deve garantir a participação democrática, o contraditório e o diálogo com as entidades representativas da sociedade civil”, afirma o texto.
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