Opinião não é crime: entre Mitidieri e Valmir, eu fico com a realidade
Oposição e situação contrariadas em uma mesma semana.
Permitam-me trazer este texto cem por cento em primeira pessoa para refletir sobre algo grave que sempre permeou o trabalho da imprensa, mas que tem uma gravidade maior nos tempos atuais e que, por trás, resguarda o viés do desrespeito à liberdade de expressão.
Na semana passada, no auge da crise com a Iguá e diante do suposto boicote, lancei mão da opinião de que o fato isolado não apagava os problemas anteriores. A oposição se deleitou e compartilhou.
Dias depois, trago a revelação de que, no processo criminal que envolve o caso do matadouro contra Valmir, há o depoimento de um suposto laranja que recebeu quase R$ 100 mil em depósitos e não reconhece a compra de um terreno registrado em cartório.
Oposição e situação contrariadas em uma mesma semana.
E qual é a minha visão sobre o pleito atual?
Vejo Fábio Mitidieri como um bom governador. Não temos o Sergipe dos sonhos, mas temos, nos últimos quatro anos, avanços em todas as áreas. Os dados oficiais não desmentem essa constatação.
E a Iguá? Uma empresa que prometeu solução em cinco anos. Fato é que temos problemas pontuais, mas as soluções estruturais só virão no médio prazo. E a oposição, fazendo seu papel, cria o discurso do caos.
E na oposição, não tem o que elogiar? Claro que tem. Já disse e repito, mesmo com alguns só lendo e ouvindo o que querem: Valmir é o maior líder popular da história recente da política sergipana.
Francisquinho fez dois grandes governos em Itabaiana. O atual, do qual já se afastou, não teve grandes resultados. E ainda devemos pôr na conta dele o governo do aliado Adailton Souza, pois ele influía bastante.
E Ricardo Marques? Apesar da tímida pré-campanha, Ricardo é um exímio comunicador e pode dar trabalho com sua nova roupagem bolsonarista. Como vereador de oposição, foi um grande parlamentar e tem seu fã-clube na sociedade.
Uma constatação não anula a outra.
E qual é o motivo desta análise? É que já sofri, neste ano de 2026, duas provocações incômodas e, o pior, vindas de amigos. Ambas em locais públicos e feitas para gerar constrangimento. Tudo porque discordam das minhas opiniões e querem me enquadrar em suas visões de mundo.
Isso revela, repito, uma ausência de respeito pela liberdade de expressão. Ter opinião não é crime e nem me faz melhor ou pior que nenhum cidadão. O cidadão que me lê, ouve e segue nas redes sociais pode discordar de mim, exercendo seu direito inviolável, só não pode me agredir motivado pela divergência.
Essa é uma Domingueira de desabafo e apelo. Eu digo e escrevo sobre o que acredito. Peço apenas respeito.
Quem tenta calar a opinião não quer construir a verdade. Quer impor versão. E isso, definitivamente, não é jornalismo nem democracia.
NOTAS DA SEMANA
Alessandro reconheceO senador Alessandro Vieira participou esta semana de uma reunião nacional e de forma remota do Livres, um movimento político que defende o liberalismo clássico. Na oportunidade, o senador, instigado por um membro, que orgulhosamente é nosso sobrinho, o Eduardo Lelis, reconheceu nosso trabalho na imprensa sergipana.
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