Casos de vírus respiratório crescem e acendem alerta entre idosos
Ao longo das semanas: o índice passou de 14% para quase 20% entre março e abril
O vírus sincicial respiratório (VSR) tem ganhado espaço entre os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil. No primeiro trimestre, ele respondeu por 18% das ocorrências com identificação viral, segundo o Ministério da Saúde.
Dados recentes do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, mostram crescimento ao longo das semanas: o índice passou de 14% para quase 20% entre março e abril. Em testes de laboratórios privados, o vírus também aparece com frequência elevada.
Dados subestimados
Especialistas avaliam que os números podem ser maiores. Isso porque muitos casos não são testados ou são identificados fora do período ideal. No primeiro trimestre, apenas uma parte das ocorrências teve o vírus confirmado.
Embora seja mais associado a bebês, o VSR também atinge adultos. A diferença é que, nesses casos, a detecção é mais difícil, o que pode impactar as estatísticas.
Comorbidades
Entre os óbitos registrados neste ano, há presença significativa de idosos. O envelhecimento e doenças crônicas aumentam o risco de complicações, já que o sistema imunológico tende a ser menos eficiente com o passar do tempo.
Idosos mais propensos
Estudos indicam que idosos infectados pelo VSR têm maior chance de desenvolver pneumonia e necessitar de internação em UTI, quando comparados a outros vírus respiratórios, como a influenza.
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