Saúde

Defesa nega que médico de Umbaúba exercia a profissão ilegalmente

O advogado afirmou que o médico investigado possui formação superior em medicina e atua no Programa Mais Médicos há anos

Por Infonet Publicado em 23/06/2026 09:26
O médico seguirá colaborando com as autoridades para os esclarecimentos necessários

A defesa do médico investigado por suposto exercício ilegal da medicina em uma unidade de saúde, localizada no município de Umbaúba, contestou as acusações contra o profissional. A informação foi divulgada pelo advogado Aurélio Belém, nesta segunda-feira, 22.


Em nota pública, o advogado afirmou que o médico investigado, identificado como Lucas Tadeu Soares Nunes, possui formação superior em medicina, atua no Programa Mais Médicos há anos e foi aprovado na primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), estando no processo de revalidação do seu diploma no Brasil. “Lucas Tadeu Soares Nunes não é um ‘falso médico’. A repetição desse rótulo é injusta e contraria os fatos”, relatou Aurélio Belém.


No comunicado, a defesa informou que se manifestou para esclarecer os fatos à imprensa e lamentou a morte da paciente Quitéria Barbosa da Costa, que faleceu na unidade de saúde, externando solidariedade à família e relatando que a causa da morte ainda está sendo investigada.

Ainda conforme a defesa, o médico seguirá colaborando com as autoridades para os esclarecimentos necessários. Além disso, o advogado informou que não há elementos que indiquem a relação entre o atendimento médico e o óbito da paciente. “O mérito da causa da morte segue em apuração”, afirmou.

Entenda o caso


No dia 18 de junho, a Polícia Civil divulgou que estaria investigando um suposto exercício ilegal da medicina na Clínica Municipal 24 Horas de Umbaúba e a morte de uma paciente atendida na unidade. O caso está sendo apurado pela Delegacia de Polícia Civil do município e envolve suspeitas de atuação profissional irregular em uma unidade pública de saúde.

De acordo com as informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), um homem teria realizado atendimentos médicos sem possuir registro profissional válido para o exercício da medicina. Conforme a apuração inicial, ele é suspeito de utilizar identificação profissional e carimbo pertencentes ao próprio irmão, médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM).

Após a divulgação do ocorrido, a prefeita do município de Umbaúba, Juliana Cardoso, exonerou o secretário municipal da Saúde e a médica responsável técnica pela Clínica Municipal 24 Horas da cidade, envolvida no caso.

por Carol Mundim