Saúde

Super El Niño deve causar mais de 850 mil mortes no mundo e 19 mil no Brasil até março, diz estudo

Painel da Universidade de Chicago aponta que entre junho e setembro de 2026 o fenômeno já tirou a vida de mais de 484 mil pessoas no mundo devido ao calor acima do normal.

Por Redação Publicado em 04/11/2026 08:46
Reprodução

O fenômeno climático El Niño deve causar 857.400 mortes adicionais ao redor do mundo até março de 2027 segundo estudo do painel Climate Impact Lab, da Universidade de Chicago. No Brasil, os óbitos nos próximos seis meses devem chegar a 19.500.
Os pesquisadores apontam que entre junho e setembro de 2026 o Super El Niño já ocasionou a morte de 484.500 pessoas no mundo devido ao calor acima do normal que o fenômeno causou.

Nos próximos seis meses mais 372.900 mortes devem ocorrer, com destaque para a Índia e Nigéria. O país asiático deve sofrer com a perda de 55 mil vidas até março, totalizando 160 mil óbitos. Já o país africano deve registrar o maior número nos próximos seis meses, com 56.100 vítimas adicionais, totalizando 69.700 desde junho.
O estudo calcula como “mortes adicionais” aquelas que excederiam o número esperado para os mesmos meses em um ano considerado normal, comparando as médias esperadas entre 1996 e 2025. Ela é portanto uma projeção de mortalidade e não uma contagem de mortes que já ocorreram.

Impactos no Brasil

Em quarto lugar entre os países que mais devem ter mortes adicionais causadas pelo El Niño está o Brasil, com uma estimativa de 26.700 mortes até março, sendo 19.500 previstas apenas para os próximos seis meses.
O estado com o maior número deve ser o Pará, com 3.800 mortes previstas até março, superando as mortes esperadas em países como Venezuela (3.600) e Colômbia (3.300).

Em seguida aparecem os estados do Maranhão (2.800), Amazonas (2.200) e Bahia (2.100) no acumulado de 10 meses de incidência do El Niño. A universidade alerta que o número ficará acima da média a cada mês no país.
Chama a atenção dos pesquisadores que os maiores países poluentes, China e Estados Unidos, além de países desenvolvidos aparecem no fim da lista, apesar de serem os que consequentemente mais contribuem para as mudanças climáticas.