Sergipe é o único estado sem domínio de organizações criminosas, aponta relatório
O levantamento, elaborado com base no mapeamento da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), analisou o panorama nacional do crime organizado e a transformação histórica da atuação dessas organizações nos estados brasileiros
Sergipe é o único estado brasileiro sem atuação territorial relevante de organizações criminosas, de acordo com um relatório apresentado durante o Encontro da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe) e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc). A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 2, pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).
O levantamento, elaborado com base no mapeamento da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), analisou o panorama nacional do crime organizado e a transformação histórica da atuação dessas organizações nos estados brasileiros. O estudo avaliou 31 grupos criminosos considerados relevantes e identificou 75 células estaduais espalhadas pelo país, utilizando uma metodologia inspirada em modelos internacionais para classificar essas organizações conforme a criticidade nacional e estadual.
De acordo com o relatório, foram identificadas cinco organizações criminosas independentes, dez ligadas a uma facção originária do Rio de Janeiro e oito vinculadas a uma organização criminosa que surgiu no estado de São Paulo. A atuação dessas organizações foi constatada em todos os estados brasileiros, com exceção de Sergipe.
Segundo o estudo, nenhuma facção alcançou em Sergipe os critérios mínimos de territorialidade e amplitude no narcotráfico utilizados para caracterizar domínio faccionado. O documento destaca que o estado permanece sem presença consolidada das principais organizações criminosas nacionais, cenário atribuído ao fortalecimento das políticas públicas de segurança, à integração entre as forças policiais, ao emprego estratégico da inteligência e à atuação preventiva dos órgãos de segurança.
Apesar do resultado, o relatório ressalta que esse cenário exige vigilância permanente, diante do avanço contínuo dessas organizações criminosas em praticamente todo o território nacional.
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