Exclusivo: Tiago Sóstenes não participará de audiências do caso Flávia Barros, afirma advogado da família da vítima
Flávia Barros, de 38 anos, foi assassinada em um hotel na Zona Sul de Aracaju , no dia 22 de março. O crime foi cometido pelo policial penal Tiago Sóstenes, namorado da vítima na época.
Nesta sexta-feira, está prevista a realização de uma audiência no Fórum Gumersindo Bessa, na capital, para ouvir testemunhas de acusação. A primeira audiência do processo ocorreu em agosto.
Segundo o advogado Lincoln Rocha, que representa a família da vítima, na véspera da audiência desta sexta-feira, a defesa do policial penal impetrou um habeas corpus solicitando o adiamento da sessão, sem apresentar, segundo ele, um motivo plausível ou justificável.
O advogado também informou que a defesa do réu solicitou autorização judicial para que ele não acompanhe as audiências, o que a defesa classificou como uma “postura totalmente atípica”.
“A defesa do Tiago peticionou no processo, pedindo autorização judicial para o Tiago não participar de maneira nenhuma da audiência, nem presencialmente, nem sequer por videoconferência. O Tiago Sóstenes está abrindo mão de acompanhar a audiência de instrução do seu caso, está abrindo mão da sua autodefesa. Então, a juíza, por ser um direito do acusado, a juíza acolheu esse pleito da defesa e hoje nós não teremos a participação do Tiago, nem presencialmente, nem por videoconferência”, afirmou.
Durante a entrevista, Lincoln Rocha avaliou que o julgamento de Tiago Sóstenes não deve ocorrer ainda neste ano, devido à complexidade do caso.
Atualmente, o processo está na primeira fase, destinada à produção de provas e à oitiva das testemunhas de acusação e defesa. Ao final dessa etapa, a magistrada decidirá se o réu será encaminhado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
“A gente acredita que não terá o julgamento esse ano ainda, porque nós estamos diante de um caso de feminicídio e nós temos um procedimento um pouco mais longo do que os crimes comuns, […] então por conta da complexidade do procedimento do Júri, nós não teremos condições em tempo hábil de ter esse julgamento”, explicou o advogado.
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