Irã afirma que afundará porta-aviões Abraham Lincoln, dos EUA, "assim que estiver ao alcance"
O clima de guerra no Oriente Médio subiu mais um degrau de voltagem neste domingo (29). O comandante da Marinha do Irã, Shahram Irani, enviou um alerta direto e agressivo a Washington, afirmando que o porta-aviões USS Abraham Lincoln será o próximo alvo das forças persas. Segundo o oficial, a gigantesca embarcação será atacada “assim que estiver ao alcance de tiro”.
A declaração, veiculada pela televisão estatal iraniana e confirmada por agências internacionais, coloca em xeque a segurança de um dos maiores símbolos do poderio militar dos EUA. O Abraham Lincoln é uma cidade flutuante: transporta cerca de 5.600 militares e tem capacidade para operar até 90 aviões de combate simultaneamente.
Promessa de vingança
O tom da ameaça não é apenas estratégico, mas também carregado de simbolismo revanchista. De acordo com o comandante Irani, o ataque ao porta-aviões seria uma resposta direta ao afundamento da fragata iraniana Dena, ocorrido em 4 de março após um confronto com forças americanas.
“Assim que o grupo aeronaval do USS Abraham Lincoln estiver ao alcance, vingaremos o sangue dos mártires do navio Dena lançando diferentes tipos de mísseis”, declarou o chefe da Marinha iraniana.
Defesa de elite vs. Enxames de mísseis e drones
Embora a ameaça seja grave, atingir um porta-aviões da classe Nimitz como o “Abe” não é uma tarefa simples. Estas embarcações operam no centro de um “grupo de batalha”, protegidas por uma complexa rede de contratorpedeiros, fragatas e submarinos, além de sistemas internos de defesa em várias camadas capazes de interceptar mísseis, foguetes e drones.
No entanto, o otimismo do Pentágono é contestado por analistas militares diante das mais recentes demonstrações de tecnologia do Irã. Especialistas acreditam que a combinação de mísseis hipersônicos de fragmentação, que voam a velocidades superiores a cinco vezes a do som, com um ataque em “enxame” (de centenas de drones e mísseis menores lançados simultaneamente para sobrecarregar os radares) poderia, em tese, romper as barreiras defensivas e atingir a poderosa embarcação.
Tensão máxima no Mar Arábico
A movimentação do USS Abraham Lincoln na região tem sido monitorada de perto por Teerã. A promessa de ataque eleva o risco de um confronto direto de grandes proporções, já que qualquer dano ao porta-aviões seria interpretado pelos EUA como um ato de guerra total, provocando uma retaliação de escala imprevisível no Golfo Pérsico.
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