Prefeitura de Aracaju cobra transparência da Iguá e admite ir à Justiça por falta de água
A Prefeitura tem atuado de forma ativa na cobrança de providências e na busca por informações claras e atualizadas sobre o cenário de desabastecimento”, diz o comunicado
A Prefeitura de Aracaju informou neste domingo, 26, que acompanha a crise no abastecimento de água em diversos pontos da capital por meio do Comitê Municipal de Acompanhamento dos Impactos da Concessão dos Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário.
Em nota oficial, a gestão municipal destacou que o serviço de abastecimento é de responsabilidade da Iguá Saneamento, concessionária contratada pelo Governo do Estado. Mesmo sem ser a responsável direta pela operação, a Prefeitura afirmou que vem atuando de forma ativa na cobrança de providências e esclarecimentos.
“A Prefeitura tem atuado de forma ativa na cobrança de providências e na busca por informações claras e atualizadas sobre o cenário de desabastecimento”, diz o comunicado.
Segundo a administração municipal, até o momento a concessionária ainda não apresentou dados completos sobre a quantidade de bairros afetados nem sobre o tempo de interrupção em cada localidade.
“A falta de clareza dificulta, inclusive, dimensionar a real situação. Sem essas informações, a Prefeitura não consegue sequer mensurar, até agora, quantos aracajuanos estão sem acesso à água neste domingo”, afirmou.
Ainda conforme a nota, já existem registros de bairros com mais de cinco dias sem abastecimento. A gestão também afirma que a concessionária apresentou nova previsão de normalização, após relatar uma ocorrência que teria impactado o sistema.
“No entanto, a população segue enfrentando dias seguidos de desabastecimento, e ainda não há clareza sobre quais bairros foram ou serão atendidos nesse prazo”, destacou a Prefeitura.
Diante do cenário, a administração municipal cobrou mais transparência e detalhamento das ações emergenciais.
“A Prefeitura cobra que essas informações sejam detalhadas, com indicação clara das áreas afetadas e dos prazos reais de regularização. A população precisa de respostas concretas.”
A gestão informou ainda que já estuda medidas mais firmes para garantir o direito da população.
“A Prefeitura já está adotando as medidas cabíveis e não hesitará em recorrer à Justiça e, se necessário, avaliar o decreto de situação de emergência no município”, diz outro trecho da nota.
Os impactos do desabastecimento já atingem serviços públicos. Na última sexta-feira, 24, três escolas da rede municipal tiveram aulas suspensas por falta d’água.
Mesmo sem ser a responsável direta pela prestação do serviço, a Prefeitura afirmou que segue mobilizada com apoio da Defesa Civil e das equipes municipais para reduzir os impactos à população e manter os serviços essenciais funcionando.
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